Avaliação psiquiátrica atenta à fase de desenvolvimento, ao contexto familiar e escolar e às mudanças emocionais ou comportamentais do adolescente.
Atendimento organizado com participação responsável da família e respeito ao espaço de escuta do jovem.
A adolescência envolve transformações físicas, emocionais, sociais e cognitivas. Nem toda mudança de humor ou comportamento representa um transtorno, mas sinais persistentes ou intensos podem indicar sofrimento e necessidade de avaliação.
O contexto familiar, escolar, social e digital influencia a forma como o jovem se comunica e funciona. Sintomas também podem aparecer de maneira diferente da observada em adultos.
A avaliação busca ouvir o adolescente e seus responsáveis, respeitando confidencialidade, segurança e as responsabilidades legais envolvidas no cuidado.
Irritabilidade, tristeza, ansiedade ou oscilações que persistem e fogem do padrão habitual.
Afastamento de amigos, família ou atividades antes importantes.
Dificuldades novas ou progressivas de atenção, presença, organização ou desempenho.
Mudanças marcantes de horários, apetite, energia ou autocuidado.
Impulsividade, uso de substâncias, fugas, agressividade ou exposição a situações perigosas.
Falas sobre morte, ausência de futuro, automutilação ou sinais de risco exigem atenção imediata.
Importante: Esses sinais não confirmam isoladamente um diagnóstico. Em situações de risco imediato, pensamentos de autoagressão ou possibilidade de suicídio, procure um serviço de urgência ou ligue para o SAMU pelo número 192. Para apoio emocional, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia.
A avaliação considera o desenvolvimento, os sintomas, a rotina, o sono, a escola, as relações, a saúde clínica e o contexto familiar. Podem ocorrer momentos com responsáveis e momentos de escuta do adolescente.
Quando necessário e autorizado, informações de escola, pediatra, psicólogo ou outros profissionais podem complementar a compreensão do quadro.
Comunicação respeitosa, clara e compatível com a fase de desenvolvimento.

CRM-PE 24059 · RQE 10196
Responsáveis integram o cuidado sem eliminar o espaço de fala do adolescente.
Informações para o adolescente e responsáveis sobre sintomas e formas de apoio.
Integração com acompanhamento psicoterapêutico quando indicado.
Estratégias de comunicação, limites, rotina e suporte dentro de casa.
Contato ou recomendações ao ambiente escolar quando necessário e autorizado.
Pode ser considerado com avaliação cuidadosa, consentimento e monitoramento.
Reavaliação de sintomas, segurança, funcionamento e transições da adolescência.
Importante: A participação dos responsáveis e os limites de confidencialidade são explicados durante o atendimento. Situações de risco exigem comunicação e medidas de proteção.
Compreensão criteriosa dos sintomas, do histórico clínico, da rotina e do contexto de cada paciente.
Decisões clínicas orientadas por práticas reconhecidas, indicação médica e análise de riscos e benefícios.
Explicações claras sobre as possibilidades de cuidado, com reavaliações e ajustes quando necessários.
Se mudanças emocionais ou comportamentais estão causando sofrimento ou prejuízo, uma avaliação pode ajudar a compreender o adolescente e orientar a família.
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